quarta-feira

Canção Nova. Em nota oficial pede desculpas pelos excessos, contra Dilma

Aos queridos membros da Comunidade Canção Nova


Apresento a todos minha reflexão para este tempo de eleições 2010.

A Canção Nova mantém-se alinhada à catequese da Igreja Católica e à sua doutrina
comprometida com o direito à vida e à dignidade humana.

O meu convite é que todos sejamos homens e mulheres de fé e oração. E por que lhes digo
isto? Porque estamos em tempo de eleições no Brasil. Precisamos ser fiéis aos valores da
Igreja. Nosso chamado é evangelizar.

É preciso ver nos irmãos o que nos une.

A Canção Nova não vê cada candidato por suas bandeiras, mas os acolhe como filhos amados
de Deus. Cada fiel deve votar de acordo com suas convicções e com a doutrina social da Igreja.

Para este tempo, peço a cada um oração e silêncio. Acolhamos a todos. Rezemos para que eles
possam conhecer a verdade. A Canção Nova não apoia candidatos ou partidos. Acolhe a todos.

Por fim, peço em nome da Canção Nova, perdão por qualquer excesso. Nosso objetivo é
promover o amor, nosso carisma maior.

Rezemos pelo nosso país, pela Santa Igreja e pelos candidatos, para que sigam a Verdade que é
Cristo Jesus e permaneçam n’Ele.

Com a minha benção,

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

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2 comentários:

Péke disse...

É realmente uma lástima, que a igreja vá a televisão "julgar" uma candita... "Não julgueis...".
Principalmente quando demonstra um conhecimento parcial dos fatos.
É mais triste ainda, ver que até mesmo na hora de pedir desculpas, o faz de maneira errada.

Paulo Athayde disse...

Olá Péke!

É verdade. O mais lamentável é o apoio formal, explicito, a um candidato que já tem comprovados serviços à causa do aborto quando Ministro da Saúde no governo FHC, 1998, além de, conforme relatos de ex-alunas da Monica Serra, o casal já fez um aborto, logo o discurso das igrejas não se sustenta, a partir da ideia de intenções da Dilma Rousseff, de defender a descriminalização do aborto.

É uma contradição, diante destes fatos. Além de considerar que a igreja, no caso a católica, passou a ser identificada com um candidato e partido, quando a sua orientação deveria ser de consciência e de valores cristãos, o que compromete a sua função real.

O saldo negativo é o conflito instalado entre os próprios fiéis que se dividem confusamente em apoio e restrições e/ou condenações destas ações da igreja.

Pessoalmente, sou católico e contra o aborto, mas, me enquadro nesta confusão a partir do momento em que não concordo com a sujeição da igreja e de sua hierarquia, com este alinhamento com um candidato e partido que tem história de desrespeito à vida, inclusive, ignorando a indigência secular e histórica de grande parte da população do país que, somente agora recebe atenção de um político que tambem, foi demonizado pela mídia e pela própria Igreja.

Resgatar da indigência, proporcionar condições de vida dignas, é tambem defesa da vida, como fez e vem fazendo o governo Lula.

Confira o blog: http://novaseboas.blogspot.com onde a questão da igreja x eleições vem sendo o tema, no momento.